"17. Uma criança de massa mc = 30 kg sentada num carrinho de massa mv = 50 kg lan¸ca
para trás pedras de massa mp = 2 kg com velocidade v = 5m/s (medida no referencial do
centro de massa do sistema). Admita que o carrinho pode rolar sem atrito e que no instante
inicial se encontra em repouso e contem 20 pedras.
a) Calcule a velocidade do carrinho após a criança ter lan¸cado a primeira pedra;
b) Calcule a velocidade do carrinho após a criança ter lan¸cado a segunda pedra;"
Uma criança, num carrinho, a atirar pedras e a descer desgovernadamente por uma rua gelada? Acho que os filhos dos professores de física devem ter umas infâncias extremamente traumatizantes; para eles e para os pais, que levam pedradas nos olhos.
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quinta-feira, 21 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
tenho a comunicar que não tenho nada a comunicar
Estamos a chegar ao Verão. Não sabemos que estamos no Verão por causa do sol, afinal de contas o tempo tem estado de chuva. Não sabemos que estamos no Verão porque começamos a suspirar pelas férias, como bons portugueses fazemos isso várias vezes ao ano; além de que ir para a praia em Setembro sai mais barato.
É pelos jornais que eu constato que estamos a chegar ao Verão. Porque o mercado de transferências já começou as suas movimentações. É a abertura oficial da época da não-notícia que invade jornais e telejornais por esta altura do ano. Em breve vamos ver títulos como: "há pessoas que aproveitaram o facto de estar sol e um calor estafante de 35º para ir à praia" ou "vamos já em directo para a assembleia da república, ver como está vazia porque os políticos estão todos de férias", ou ainda, "ao que parece nesta montanha já não há nada para arder, mas estamos aqui porque não tem havido muitos fogos e portanto temos ainda que fazer a reportagem deste desolador monte de cinzas durante mais uns quatro ou cinco dias".
Querem ver? Querem ver?
Olhem aqui a notícia sobre como o Micolli não vai ser notícia até à próxima semana.
quinta-feira, 29 de março de 2007
a música do dia
Quase todos os dias há uma música que não me sai do ouvido o dia inteiro, e soa mais alto quando eu me remeto ao meu silêncio. Depois há outras que vão surgindo ao longo do dia, por uma razão ou por outra, ou porque alguém disse alguma coisa que se parece com o príncipio da letra, ou porque passou na rádio ou num programa de televisão.
Hoje esta tocou no autocarro and made my day :
Esta ouvi rapidamente quando fiz zapping pela rtp2, mas como o ano passado ouvi várias vezes consecutivas o Hard Candy, dos Counting Crows, ficou-me logo ali "atravessada":
E esta passou num momento crítico da Grey's Anatomy hoje - passou mesmo a versão Nouvelle Vague:
As canções podem chegar de qualquer lado em qualquer altura. E podem ficar...
Hoje esta tocou no autocarro and made my day :
Esta ouvi rapidamente quando fiz zapping pela rtp2, mas como o ano passado ouvi várias vezes consecutivas o Hard Candy, dos Counting Crows, ficou-me logo ali "atravessada":
E esta passou num momento crítico da Grey's Anatomy hoje - passou mesmo a versão Nouvelle Vague:
As canções podem chegar de qualquer lado em qualquer altura. E podem ficar...
quinta-feira, 15 de março de 2007
encontros imediatos de 3º grau
Todo o tipo de seres do Universo podem ser encontrados nos transportes públicos. A canção Os Loucos de Lisboa deve ter sido escrita nos autocarros da Carris...
Eis alguns dos personagens que eu já vi:
- Um improvável homem com camisola interior de alças, um pequeno tufo de cabelo brotando da careca, cinto punk e gestos efeminados que falava com o seu próprio reflexo na porta do metro ao passar pelos túneis escuros, cantava e por fim se zangou com alguém - sem se perceber quem - por comentarem a forma como estava vestido;
- um velho negro que queria à força que um amigo meu, J., que ia ao meu lado, mantivesse a boca fechada ("assim fica mais bónito, pá!") porque ele usa aparelho ("áquela coisa nos dentis, pá!");
- um homem, com aspecto de pessoa perpetuamente zangada com o mundo, que pediu a J. que o deixasse passar quando este se ia sentar, à minha frente, e depois se sentou no lugar que J. ia ocupar; quando o meu amigo lhe pediu para se afastar ele disse "NÃO ESTOU A VER PORQUÊ" com uma voz indevidamente indignada;
- um tipo com ares de esquizofrenia que estava a falar com a pessoa sentada ao meu lado esquerdo no autocarro (era num daqueles bancos duplos virados uns para os outros); o bizarro é que ao meu lado não havia ninguém senão o vazio e que o homem descorria sobre a sua capacidade em matar o amigo, se quisesse, pois tinha tido lições de combate e tiro pela União Soviética; o amigo insistia em não acreditar, o que era bastante frustrante tanto para mim como para o outro alucinado.
Enfim, andar de transportes públicos tem muito, muito mais piada do que ver televisão - pelo menos a portuguesa.
Eis alguns dos personagens que eu já vi:
- Um improvável homem com camisola interior de alças, um pequeno tufo de cabelo brotando da careca, cinto punk e gestos efeminados que falava com o seu próprio reflexo na porta do metro ao passar pelos túneis escuros, cantava e por fim se zangou com alguém - sem se perceber quem - por comentarem a forma como estava vestido;
- um velho negro que queria à força que um amigo meu, J., que ia ao meu lado, mantivesse a boca fechada ("assim fica mais bónito, pá!") porque ele usa aparelho ("áquela coisa nos dentis, pá!");
- um homem, com aspecto de pessoa perpetuamente zangada com o mundo, que pediu a J. que o deixasse passar quando este se ia sentar, à minha frente, e depois se sentou no lugar que J. ia ocupar; quando o meu amigo lhe pediu para se afastar ele disse "NÃO ESTOU A VER PORQUÊ" com uma voz indevidamente indignada;
- um tipo com ares de esquizofrenia que estava a falar com a pessoa sentada ao meu lado esquerdo no autocarro (era num daqueles bancos duplos virados uns para os outros); o bizarro é que ao meu lado não havia ninguém senão o vazio e que o homem descorria sobre a sua capacidade em matar o amigo, se quisesse, pois tinha tido lições de combate e tiro pela União Soviética; o amigo insistia em não acreditar, o que era bastante frustrante tanto para mim como para o outro alucinado.
Enfim, andar de transportes públicos tem muito, muito mais piada do que ver televisão - pelo menos a portuguesa.
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