segunda-feira, 6 de agosto de 2007
fotoblogue
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Chuck E's in Love - Rickie Lee Jones
Chuck E. Weiss era o melhor amigo de Tom Waitts que era o namorado de Rickie Lee Jones na altura em que esta cantava "Chuck E's in love... with the little girl singing this song". E moravam os três no mesmo hotel. A música tem destas coisas.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
ter o mundo em casa
"Como já devem saber em Setembro chegam a Portugal mais de 60 jovens estrangeiros de todos os cantos do Mundo, para viver a sua aventura AFS!Procuramos Famílias Portuguesas que gostassem de participar neste projecto, acolhendo voluntariamente um jovem durante o próximo ano lectivo.Para a Intercultura-AFS uma família de acolhimento é alguém com motivação e interesse em receber um jovem estrangeiro como um membro da sua família e não como um convidado ou hóspede. Uma família AFS pode ser constituída por apenas um membro (mãe ou pai), não é necessário ter filhos (da mesma idade), nem é necessário ter um quarto só para o estudante (pode ser partilhado com os irmãos de acolhimento).Uma família de uma zona rural tem tanto para oferecer como uma família da cidade, pois cultura é a forma como vivemos o nosso dia a dia.Uma família AFS não tem de falar Inglês ou nenhuma outra língua estrangeira, a experiência até nos mostra que os estudantes acolhidos por famílias que só falam português aprendem a nossa língua muito mais rapidamente!Sendo um programa académico (que implica a participação activa na escola), não é necessário que a família de acolhimento viaje pelo país com o estudante é importante que o integre no seu dia a dia e na vida familiar."
domingo, 15 de julho de 2007
a minha 1ª corrente
sexta-feira, 29 de junho de 2007
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Frustration
I could have a world of fun
Speeding bullets through the brains
Of the folk who give me pains;
Or had I some poison gas,
I could make the moments pass
Bumping off a number of
People whom I do not love
But I have no lethal weapon -
Thus does Fate our pleasure step on!
So they still are quick and well
Who should be, by rights, in hell.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
um assustador problema de física
para trás pedras de massa mp = 2 kg com velocidade v = 5m/s (medida no referencial do
centro de massa do sistema). Admita que o carrinho pode rolar sem atrito e que no instante
inicial se encontra em repouso e contem 20 pedras.
a) Calcule a velocidade do carrinho após a criança ter lan¸cado a primeira pedra;
b) Calcule a velocidade do carrinho após a criança ter lan¸cado a segunda pedra;"
Uma criança, num carrinho, a atirar pedras e a descer desgovernadamente por uma rua gelada? Acho que os filhos dos professores de física devem ter umas infâncias extremamente traumatizantes; para eles e para os pais, que levam pedradas nos olhos.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
já foi mais fácil mandar calar
tenho a comunicar que não tenho nada a comunicar
domingo, 17 de junho de 2007
little things to do
- Ir aos cinco continentes.
- Correr a meia-maratona de Lisboa, de Londres, e a da Midnight Sun Marathon, na Noruega.
- Comer spaghetti em Itália para jantar e depois voltar para Portugal na mesma noite (o nascer do sol conta como "a mesma noite").
- Noite de ano novo na Times Square.
- Esquiar nos Alpes.
- Ver nevar em Paris, e em Lisboa, já agora.
- Fazer um interrail.
sábado, 16 de junho de 2007
playlist #01 - this and that
Revelations - Audioslave
A Lady Of A Certain Age - The Divine Comedy
Intervention - Arcade Fire
Last Nite - The Strokes
sexta-feira, 15 de junho de 2007
1
A estação de metro está apinhada de gente. Quando o mundo está tão cheio de pessoas, não damos por mais uma, menos uma, há um equilíbrio dinâmico que não nos diz nada. Perto do olhar, longe do coração. Cada um de nós tem o seu mundo dentro do mundo. O meu mundo é daltónico, manco e maneta, mas é o meu mundo. Há mais luas, há mais eclipses neste mundo do que em outros mundos, mas é este o meu mundo.
O mundo de Lia gira incontrolavelmente. O mundo de Lia é incostante, dilata-se e estreita-se. O chão do mundo de Lia escapasse-lhe sob os pés e ela quase cai, mas apoia-se numa parede. Lia cerra os dentes, fecha os punhos. Dói-lhe a cabeça.
Doem-lhe todas as vozes em uníssono. As do passado, as do presente, aquelas que ela inventou em sonhos. A mãe com as suas palavras enroladas como cigarrilhas, os seus francesismos. Chardonnay, um copo de champanhe que cai e toca o chão e se estilhaça. O som de um coração apertado contra o peito. Gritos, passos, um soalho de madeira que range. Vendedores que apregoam laranjas. Adolescentes que se riem muito alto. O retumbante silêncio dos viajantes solitários. Um crescendo de violinos. Todas as vozes, agora, sob a batuta de um maestro de fraque negro, vamos lá, as contraltos, os barítonos, as sopranos, os tenores, todos, um clamor que se eleva entre o burburinho do fim de tarde.
Completo aqui.
2
A Terra exerce a sua força sobre o corpo de Gabriel, e a fadiga obriga-o a ceder. A intermitência das pálpebras inibe as certezas e torna vaga e difusa a vida para além do seu corpo. Como é bela a ignorância. Bela e escura, sulcada por trilhos de luz inintelígiveis. A sensação de que não existe mais nada; fechamos os olhos e tudo desaparece. A ignorância é onde nos escudamos dos problemas. Porque só temos obstáculos se os virmos lá, se soubermos que eles estão lá. Senão tropeçamos e levantamo-nos, como se não fosse nada. Nem damos por isso.
Vai contra a natureza humana. Porque, quando nascemos, nada temos de humano. Nascemos nas trevas claras do saco amniótico. Aprendemos a andar, a falar, a desiludirmo-nos, a trautear músicas no chuveiro, a usar de cadeiras para súbir a prateleiras mais altas, a gastar dinheiro em slot machines. Aprendemos tanto, erramos tanto. Às vezes só apetece fechar os olhos. Voltar ao momento inicial.
Fora de nós as coisas acontecem como nós saberíamos que elas acontecem se não optássemos pela ignorância. O chão devora os degraus da escada rolante. Os segundos passam. Os minutos também. Algumas pessoas discutem um escandâlo político qualquer. Alguém passa a correr, resmungando
- Chega para lá!
Seremos certamente obrigados a abrir os olhos, mais tarde ou mais cedo. E se esse momento chegar, então que seja como da primeira vez. Que seja tudo novo, mesmo o que é velho, mesmo aquela escultura na estação de metro, sempre igual, sempre pedra, sempre abstracta.
Completo aqui.
domingo, 10 de junho de 2007
Giovanni Sollima - Sogno ad Occhi Aperti
Em baixo: vídeos do violoncelista italiano Giovanni Solima, realizados por Lasse Gjertsen. A parte 1 é especialmente boa. Vejam este vídeo também. Ou todos eles (o filme Jeg går en tur tem legendas, não se preocupem...).
quinta-feira, 7 de junho de 2007
relativização
segunda-feira, 4 de junho de 2007
séries de televisão
É o mesmo que perguntar o que é que faz de um livro um bom livro?
Ou seja, quais são os ingredientes necessários de uma história?
Eu não consigo gostar de séries portuguesas. Primeiro porque raramente, muito raramente (para não dizer nunca), têm um enredo original, o que é uma das possibilidades para gerar um bom conteúdo criativo. As séries de comédia portuguesa recorrem a trocadilhos fáceis e piadas forçadas, um humor de bolso, pouco ambicioso. Não estou, é claro, a falar de programas diferentes, como o Hora H ou o Programa da Maria, mas das séries que a RTP1 costumava transmitir aos sábados à tarde e afins. Depois há as telenovelas, que fazem estender os seus dramas quase sempre similares durante episódios a fio, sem se cansarem, sem se preocuparem com a forma como as histórias são contadas, mas apenas que elas sejam contadas - caso contrário seria impossível ter um episódio por dia.
Nunca aparecem personagens com a forte personalidade de um Dr. House ou as tiradas de um Alex Keaton em Quem Sai Aos Seus. E as vozes off nunca têm a ironia de Grey's Anatomy, nenhuma série de suspense (se é que já houve alguma) teve a inteligência de Lost ou a quantidade de twists de Prison Break.
João Lopes, o crítico de cinema e dos media em geral, escreveu na revista de TV do DN que Gilmore Girls tinha todos os ingredientes de uma telenovela excepto os personagens e enredos standard, previsíveis e desinteressantes. Mas, principalmente, escreveu que tinha uns diálogos fascinantes, que é o que realmente torna a série diferente, diálogos inteligentes, cheios de ironia, humor e referências pop que impedem a monotonia e dão o real interesse à série.
Os nossos argumentos são sempre excessivamente lineares. Não é suposto uma série procurar abordar temas à força como quando ouvi na rádio os argumentistas dos Morangos Com Açúcar a gabarem-se de abordarem temas como a hiperactividade ou as dificuldades dos deficientes motores no dia-a-dia. Um tal novelo de temas só impede que hajam personagens e histórias com o mínimo de profundidade. A RTP está a passar, a seguir ao Gato Fedorento uma série chamada Conta-me Como Foi, baseada numa série espanhola, onde as referências aos anos sessenta são visivelmente forçadas, como ao insistir no relevo das mini-saias, ou nos cromos, nas caricas, etc., em lugar de deixar as personagens indo criar as suas próprias histórias, os seus próprios passados, e deixar as referências surgirem por si próprias.
A ficção portuguesa parece sempre tão falsa, tão forçada, tão pretensiosa. Talvez essa necessidade de forçar as histórias seja o que elas têm de pior, porque as histórias não se podem forçar, têm que se ser contadas como se já estivessem à espera para ser contadas, como se se tivessem, realmente, passado. Por outro lado há a falta de inovação. Para substituir o Gato a RTP lança A Minha Família, baseado num original estrangeiro, como o Conta-me Como Foi. Os Morangos Com Açúcar surgiram com a New Wave e todas as outras telenovelas brasileiras cheias de praia. O Max, bom, eu nem vou falar desse. Vou ficar por aqui.
terça-feira, 1 de maio de 2007
amanhã
que surge à janela de comboios antiquados
com o rosto de outro alguém;
A espera de dias atrasados
que se esgotam em
metáforas dúbias e sonhos alados;
A cada dia que passa é mais
inútil a esperança vã
na chegada do amanhã.
(E até o silêncio das borboletas púrpura
me faz pensar.)
terça-feira, 17 de abril de 2007
they shot the stars down
E quando quiserem começar a rever aquela emenda estúpida que diz que o direito à autodefesa inclui uma arma sempre à mão para matarem quem quiserem, estejam à vontade...
terça-feira, 3 de abril de 2007
talvez as almas sejam grandes blocos de pedra
Talvez as almas sejam grandes blocos de pedra.
(Talvez. Podemos dizer o que quisermos, quando começamos as frases com talvez.. Porque nunca se sabe – talvez seja realmente assim, talvez as almas sejam realmente como grandes blocos de pedra.)
No príncipio são toscas e primitivas. Mas as suas próprias vidas as desgastam, as desbastam, as esculpem. E a solidão é o que fica depois do gelo penetrar bem fundo nas fissuras graníticas da nossa alma, derreter em água e esvair-se no ar. O problema é a sucessão dos invernos desacompanhados ao longo dos anos. É assim que as nossas almas, que são rochas, colapsam e se fragmentam em areia – da mesma areia quente de que são feitos os desertos.
Também há invernos em agosto. Num agosto banal o sol é demasiado redondo, demasiado obeso, quase maior que o céu. Enche os becos mais obscuros com os reflexos da sua luz, e aquece os corpos no limite do suportável: os braços tombam, frouxos, ladeando o tronco, as pálpebras fingem um perpétuo adormecimento, a cabeça parece latejar, o crânio torna-se maciço, difícil de sustentar sobre o pescoço, também ele fatigado. É um calor que inibe os pensamentos e dá um significado novo às acções, mais longe do mundo real, mais perto dos sonhos. Os invernos em agosto não têm temperaturas menos mórbidas. Falta-lhes, isso sim, a luz, consoladora e omnipresente, o súor, que torna etéreos os actos praticados, e a refrescante brisa nocturna que dá vontade de viver.
Continua aqui.
sábado, 31 de março de 2007
quinta-feira, 29 de março de 2007
post scriptum
a música do dia
Hoje esta tocou no autocarro and made my day :
Esta ouvi rapidamente quando fiz zapping pela rtp2, mas como o ano passado ouvi várias vezes consecutivas o Hard Candy, dos Counting Crows, ficou-me logo ali "atravessada":
E esta passou num momento crítico da Grey's Anatomy hoje - passou mesmo a versão Nouvelle Vague:
As canções podem chegar de qualquer lado em qualquer altura. E podem ficar...
domingo, 25 de março de 2007
sábado, 24 de março de 2007
quinta-feira, 22 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
bella ciao
Questa mattina mi son svegliato
oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao,
questa mattina mi son svegliato
e ho trovato l'invasor.
Oh partigiano, portami via
oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao,
oh partigiano, portami via,
che mi sento di morir.
E se io muoio lassù in montagna
oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao,
e se io muoio lassù in montagna
tu mi devi seppellir.
Seppellire sulla montagna,
oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao,
seppellire sulla montagna
sotto l'ombra di un bel fior.
E le genti che passeranno,
oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao,
e le genti che passeranno
mi diranno: " Che bel fior ".
È questo il fiore del partigiano,
oh bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao,
è questo il fiore del partigiano.
morto per la libertà.
quinta-feira, 15 de março de 2007
o que nós não sabemos
O que é que é estranho? Acontece que alterações numa parte de um fotão aqui podem produzir alterações na outra parte desse fotão, a muitos quilómetros de distância em tempo instântaneo. No imediato. Isto é, muito mais rapidamente que a velocidade da luz - se é que se pode falar sequer em velocidade. É por isso que Einstein se recusava a acreditar nesta teoria, é um resultado que ainda não se entende bem.
Esta e outras coisas sobre computação e criptografia quântica foram explicadas numa conferência a que eu assisti hoje e que me deixou cheio de vontade de investigar um pouco sobre o assunto. As potencialidades dos computadores quânticos? Podem quebrar todos os sistemas de segurança alguma vez feitos até hoje. É íncrivel o quanto nós não sabemos.
encontros imediatos de 3º grau
Eis alguns dos personagens que eu já vi:
- Um improvável homem com camisola interior de alças, um pequeno tufo de cabelo brotando da careca, cinto punk e gestos efeminados que falava com o seu próprio reflexo na porta do metro ao passar pelos túneis escuros, cantava e por fim se zangou com alguém - sem se perceber quem - por comentarem a forma como estava vestido;
- um velho negro que queria à força que um amigo meu, J., que ia ao meu lado, mantivesse a boca fechada ("assim fica mais bónito, pá!") porque ele usa aparelho ("áquela coisa nos dentis, pá!");
- um homem, com aspecto de pessoa perpetuamente zangada com o mundo, que pediu a J. que o deixasse passar quando este se ia sentar, à minha frente, e depois se sentou no lugar que J. ia ocupar; quando o meu amigo lhe pediu para se afastar ele disse "NÃO ESTOU A VER PORQUÊ" com uma voz indevidamente indignada;
- um tipo com ares de esquizofrenia que estava a falar com a pessoa sentada ao meu lado esquerdo no autocarro (era num daqueles bancos duplos virados uns para os outros); o bizarro é que ao meu lado não havia ninguém senão o vazio e que o homem descorria sobre a sua capacidade em matar o amigo, se quisesse, pois tinha tido lições de combate e tiro pela União Soviética; o amigo insistia em não acreditar, o que era bastante frustrante tanto para mim como para o outro alucinado.
Enfim, andar de transportes públicos tem muito, muito mais piada do que ver televisão - pelo menos a portuguesa.
quarta-feira, 14 de março de 2007
sobre a sobrevalorização dos testes de QI
"Toda a gente acha que o QI de Albert Einstein era muito alto, mas estenão era o caso, já que o seu QI de adulto era apenas ligeiramente acima dos 160. Ele era definitavemente um génio, mas não tanto devido ao seu QI e sim ao seu fantástico nível de pensamento transcendental. Pensamento transcendental (= elevado, sublime) significa que ele era extremamente criativo e imaginativo. Um resultado de QI é uma compinação de velocidade e poder cerebrais. Tem-se uma certa quantidade tempo para fazer um teste de QI, mas se não olhares ao tempo e o fizeres em mais do que ele é permitido podes ter até mais 30 pontos. Portanto o QI de Albert Einstein estava apenas nos 160 (que também é muito alto) mas se ele precisa do seu tempo e eleva o seu pensamento a um nível fantástico quando comparado com alguém de QI de 200. Portanto tinha um grande nível cerebral mas a sua velocidade de raciocínio comparada com o seu poder era lenta."
Acho importante que não reduzamos pessoas a números. O que uma pessoa consegue fazer não depende do seu QI, mas de vários factores, nomeadamente da sua vontade, da sua sorte (leia-se acaso), da sua educação, da sua criatividade, etc.
Nota: Não quer dizer que eu esteja seguro da veracidade do que se diz no site, é só para exprimir uma opinião.
problemas por resolver
Vou aqui neste bizarro blogue, falar de algumas das maiores dores de cabeça dos matemáticos. A história de matemática está cheia de acontecimentos interessantes, como a história de Carl Friedrich Gauss que corrigia os cálculos do pai quando tinha apenas... 3 anos. Portanto achei que talvez gostassem de saber disto.
Dos que foram recentemente resolvidos os mais famosos serão o Teorema das Quatro Cores e, principalmente, O Último Teorema de Fermat. Este Teorema é pequenino, muito pequenino; refere-se a uma pergunta de Diophantus, que morreu à volta do ano 290, pelo que podem ver como é antigo. A pergunta é feita no livro Arithmetica, escrito em latimpelo tal Diophantus. Fermat escreveu, na margem do seu exemplar isto:
"É impossível separar um cubo em dois cubos, ou uma quarta potência em duas quatro potências ou, em geral, qualquer potência superior a dois em duas potências iguais. Eu descobri na verdade uma verdadeiramente maravilhosa prova disto mesmo, que esta margem é demasiado curta para conter."Isto quer dizer que Pierre de Fermat sabia como provar o teorema; e morreu sem o dizer! Os matemáticos andaram desvairados à procura da resposta e só descobriram em 1994, por Andrew Wiles. Mas a prova de Wiles é complexa e recorre a resultados matemáticos do século XX, algo que Fermat não podia ter feito. Fermat descreveu a sua prova como maravilhosa, o que para um matemático quer dizer simples e elegante, e a prova de Wile não é nada disso. Isto quer dizer que ou complicámos demasiado ou o senhor Pierre de Fermat era um fanfarrão.
O teorema, agora provado diz, sucintamente que:
Se um dado inteiro n é maior que 2, então an + bn = cn não tem soluções para inteiros a, b e c diferentes de zero.É simples de perceber. Sucinto. E no entanto foram precisos três séculos para o voltar a provar, sem que ninguém descobrisse o que pensou Fermat quando escreveu a nota.
Nota: Tenho que acrescentar: a matemática é uma ciência. Já ouvi falar de pessoas que dizem que a matemática não é uma ciência pois não se baseia em observações empíricas; isso é falso. Os números, as áreas, etc., são conclusões empíricas para as quais, depois, foram dados suportes teóricos. Além disso a maior parte dos teoremas surgiu de simples observações... e muitas dessas observações continuam por provar.
terça-feira, 13 de março de 2007
o primeiro bug

Hoje em dia os bugs dão direito a mensagens com cruzes vermelhas, ecrãs azuis, bloqueios... Antigamente eram bem mais... físicos. Os computadores eram gigantescos manipuladores de informação que funcionavam com sistemas de milhares de válvulas dentro das quais deveriam existir vácuos. Certa vez, num desses antigos computadores, uma investigadora deparou-se com um problema. Horas depois, após procuras intensivas descobriu-se: era uma traça; just a bug, she thought. Pois é, foi assim que surgiu a denominação de bugs nos computadores.
A traça tornou-se na traça mais famosa do mundo, e está exposta num museu nos EUA, colada com fita-cola ao diário da investigadora (como se pode ver em cima).
domingo, 11 de março de 2007
sábado, 10 de março de 2007
i'm from barcelona - we're from barcelona
I'm From Barcelona
Nota: Não, não são espanhóis, senão não falavam tão bem ingês, são suecos, absolut svenske, como o vodka, aí é que está a piada.
sexta-feira, 9 de março de 2007
singing along
Do I attract you?
Do I repulse you with my queasy smile?
Am I too dirty?
Am I too flirty?
Do I like what you like?
I could be wholesome
I could be loathsome
I guess Im a little bit shy
Why dont you like me?
Why dont you like me without making me try?
I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
Ive gone identity mad!
Refrão:
I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!
How can I help it
How can I help it
How can I help what you think?
Hello my baby
Hello my baby
Putting my life on the brink
Why dont yo like me
Why dont you like me
Why dont you like yourself?
Should I bend over?
Should I look older just to be put on the shelf?
I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
Ive gone identity mad!
I could be brown
...
Say what you want to satisfy yourself
But you only want what everybody else says you should want
I could be brown
...
Não me vou pronunciar sobre as outras que já ouvi - esta música é muito boa. Já há algum tempo que eu não gostava tanto de um hit pop. Além de que eleva sempre o espírito e tem um videoclip fantástico.
Nota: Ele é a nova pop star britânica-internacional, chama-se Mika, também consegue cantar em falsete, nasceu no Líbano, cresceu em Paris, teve a sua pequena história em Portugal (a mãe fugiu para Lisboa), foi para Londres e se tornou no nº 1 dos tops.
reportagens sobre igualdade de direitos
tv tuga

of montreal - hissing fauna, are you the destroyer?

who spoke a second language
And who lived across the ocean
in the evil empire"
Mais no Myspace.
o outono em pequim

wishlist
I wish I was a neutron bomb, for once I could go off
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on
I wish I was a sentimental ornament you hung on
The christmas tree, I wish I was the star that went on top
I wish I was the evidence, I wish I was the grounds
For 50 million hands upraised and open toward the sky
I wish I was a sailor with someone who waited for me
I wish I was as fortunate, as fortunate as me
I wish I was a messenger and all the news was good
I wish I was the full moon shining off a camaros hood
I wish I was an alien at home behind the sun
I wish I was the souvenir you kept your house key on
I wish I was the pedal brake that you depended on
I wish I was the verb to trust and never let you down
I wish I was a radio song, the one that you turned up
I wish...
I wish...
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